Quem vê cara
não vê coração.
O ditado avisa: aparência engana. Quem vê cara é um jogo que testa isso a sério — você vê a foto de um candidato a cargo eletivo e tenta adivinhar, só pela imagem, o patrimônio declarado, a ideologia do partido ou a raça/cor declarada dele, sem ver o nome antes de responder.
Por que existe
A ideia não é validar nenhum preconceito — é o contrário: mostrar, com números, o quanto a gente erra (ou acerta) quando tenta "ler" alguém só pela cara, e comparar isso com as estatísticas de todo mundo que já jogou. Veja a página de estatísticas.
De onde vêm os dados
Os candidatos e as informações declaradas — partido, patrimônio, raça/cor e outras — vêm de dados públicos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O jogo está em construção junto com o calendário eleitoral de 2026: o conjunto de candidatos vai crescer e mudar conforme os dados oficiais forem liberados.
De onde veio a ideia
O projeto é inspirado no guesstheparty.co.uk, um jogo parecido sobre política britânica.
Privacidade
Não existe login nem coleta de dado pessoal do jogador.
Sem conta. Sem rastreamento. Só o jogo.Cada resposta é gravada de forma anônima, associada só a um identificador de sessão temporário gerado no seu navegador — usado exclusivamente para calcular estatísticas agregadas, como número de sessões e média de respostas por pessoa.
Como classificamos a ideologia dos partidos
O artigo "Uma Nova Classificação Ideológica dos Partidos Políticos Brasileiros", de Bolognesi, Ribeiro & Codato (2023), publicado na revista Dados (SciELO), classifica os partidos brasileiros num índice de 0 a 10, em que 10 é mais à direita e 0 é mais à esquerda. Leia o artigo original.
Adotamos esse índice com as seguintes alterações: partidos que mudaram de nome usam a nota do nome antigo (ex.: Republicanos usa a nota do antigo PRB, PL a do antigo PR); partidos que se fundiram usam a média das notas dos partidos de origem (ex.: União usa a média de DEM e PSL, PRD usa a média de Patriota e PTB); e partidos novos, sem nota na pesquisa original, foram classificados por nós à mão: UP (Unidade Popular) como esquerda, e Missão como direita.
Uma parte arbitrária nossa foi não aproveitar a classificação original do artigo (extrema-esquerda, esquerda, centro-esquerda, centro, centro-direita, direita, extrema-direita). Em vez disso, dividimos os 30 partidos do jogo em 3 grupos de tamanho parecido — Esquerda (10), Centro (9) e Direita (11). Esse corte também é arbitrário: colocamos o limite entre esquerda e centro entre Rede e Cidadania, e o limite entre centro e direita entre PSDB e Podemos.
Patrimônio
As três faixas de patrimônio representam, aproximadamente, os cortes dos tercis de patrimônio declarado entre os candidatos. Ou seja: excluindo quem não declarou patrimônio, cerca de 1/3 dos candidatos cai na primeira faixa, 1/3 na segunda e 1/3 na terceira. Na base de dados atual, os cortes exatos entre os tercis são R$ 205.544 e R$ 870.000.
Autoria
Quem vê cara é um projeto do Coletivo Piripaque. Dúvidas, sugestões ou correções: [email protected]